Travessia Lapinha x Tabuleiro em 3 dias

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Existem várias formas de realizar a Travessia Lapinha x Tabuleiro. Como por exemplo a travessia com a rota dos picos e a clássica em 2 ou mais dias. Uma das travessias mais lindas do Brasil.

Realizamos a Travessia em 3 dias para aproveitar melhor todas as atrações do local e descrevemos nosso roteiro.

Relato

Fizemos essa travessia em 3 dias para que pudéssemos aproveitar mais as atrações de Lapinha e tabuleiro, pois a “cereja do bolo” dessa travessia fica por conta da maior cachoeira de Minas Gerais TABULEIRO. Ela é a terceira maior cachoeira do Brasil com seus imponentes 273 metros de altura.

Cachoeira-de-Tabuleiro
Cachoeira de Tabuleiro

Logística

Para essa travessia saímos em grupo até Lapinha da Serra. Fomos independentes e utilizamos o GPS Garmim  , baixamos duas rotas. Inicialmente pensamos em realizar a rota dos picos,  passando pelo Pico da Lapinha e Pico do Breu, mas quando chegamos lá estava muito nublado e chovia, e por segurança decidimos abortar essa rota.

Rota-GPS
Rota Clássica GPS
Atenção

Em uma travessia é muito importante pensar e planejar rotas alternativas para várias situações, mesmo que elas não aconteçam, isso garante a segurança e previne possíveis acidentes de percurso. Tenha sempre o mapa do local em mãos.  Leve também equipamentos apropriados para a prática.

Saiba mais sobre equipamentos essenciais para trekking!

Como Chegar

Para chegar a Lapinha combinamos com um amigo que nos levou e nos buscou em Tabuleiro por um preço camarada de R$ 150,00 reais, ele nos pegou em casa e nos deixou também em casa.

Veja outras alternativas para chegar a Lapinha! Clique aqui e veja o descritivo completo

 

Melhor época

A Travessia pode ser feita em qualquer época do ano, porém é indicado realizá-la no período de “montanha” (inverno), onde o tempo está mais seco e chove pouco.

Realizamos no feriado de carnaval e para nossa surpresa choveu pouco e também havia poucas pessoas.

 

Percurso

Fizemos a travessia em 3 dias,  passamos na parte alta e baixa da Cachoeira de Tabuleiro totalizando 36 Km de Trilha. Na sua maioria a trilha é plana, mas possui alguns pontos de atenção, como terreno com argila (muito escorregadio) e também rochas soltas. Possui algumas subidas mais acentuadas. Para iniciantes na prática do trekking essa Travessia pode ser considerada com nível moderado a difícil com dificuldade moderada já que existem alguns pontos de atenção como travessia de pequenos rios. Para quem já tem prática no trekking o nível é médio.

Igrejinha

Nossa primeira parada para uma água e um lanche rápido foi na Igrejinha. Depois de uma subida um pouco mais íngreme o local é um ótimo lugar para descansar e recuperar o fôlego.

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Igrejinha

 

O terreno para a Igrejinha tem várias pedras soltas e também boa parte da subida possui fragmentos de argila. A argila absorve muito água e dessa forma fica bastante escorregadio. Derrapei várias vezes.

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Calça e botas sujos de argila.

Árvore Solitária

Próxima ao rio e vale parauninha encontra-se a famosa árvore solitária. Quando chove esse local vira um aguaceiro só. Tenha muito cuidado ao pisar no capim, existem alguns buracos “ocultos” com água.  Nessa hora os bastões de caminhada nos ajudaram bastante a atravessar esse local.

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Árvore Solitária
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Vale Parauninha, fique atento aos buracos nesse local próximo a árvore solitária.

 

Cruzeiro

Depois de atravessar o Vale Parauninha iniciamos uma subida até o alto do cruzeiro.

 

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Cruzeiro

 

A prainha

Depois do cruzeiro nossa próxima parada para um lanche e para repor as energias foi na prainha. Tome cuidado com esse local em épocas de chuva. Pois para continuar a travessia é necessário atravessar o rio.

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Mirante para a Prainha

O tempo estava fechado e corríamos o risco de pegar chuva, dessa forma optamos por não ficar muito tempo no local!

Casa da Ana Benta (Atual casa do Lucas)

Saindo da Prainha e fomos em direção a casa do Lucas. Existem várias placas no local informando sobre a casa que foi herdada da falecida Ana Benta.

A casa está em funcionamento para pernoite. Pagamos  R$20 reais para acampar na casa com direito a banho quente.

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Casa do Lucas, herdada da falecida Ana Benta
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Fogão a lenha na casa do Lucas

Na casa do Lucas é possível jantar e também tomar café da manhã pago à parte valor de R$15,00 reais.

Casa da Dona Maria e Seu Zé

Saímos bem cedo da casa do Lucas e fomos em direção a casa da Dona Maria e Seu Zé.  Atualmente (fevereiro de 2018) o Seu Zé cobra  R$ 15 reais por pessoa para acampar e utilizar os banheiros novos que foram construídos, porem o banho é frio. É possível realizar refeições nos dois pontos de apoio e minimizar o peso da mochila, mas decidimos levar nosso “rango” ! Na casa do Seu Zé o valor do almoço, janta e café da manhã é de R$ 15,00 reais pago em dinheiro. Também é vendido cerveja no local: Brahma (R$ 5,00 reais a lata).

 

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Casa do Seu Zé e Dona Maria

 

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Nascer do Sol

Cachoeira de Tabuleiro Parte Alta

Da casa do Seu Zé até a parte alta de Tabuleiro são aproximadamente 5km totalizando 10km (ida e volta).

Fomos até a parte alta e adentramos no cânion, seguindo até a queda da maior cachoeira de Minas Gerais.

No caminho várias quedas d’água para refrescar.

 

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Quedas d’água no Cânion da parte alta de Tabuleiro
Tabuleiro
Quedas d’água na parte alta de Tabuleiro

 

Fomos adentrando com cuidado até chegar a base da queda com seus imponentes 273 metros de altura. Tivemos que passar com água quase no pescoço para chegar ao precipício. A emoção e adrenalina de quem não sabe nadar aflorou (risos) e o resultado foram fotos embaçadas.

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Queda da Cachoeira do Tabuleiro 273 metros de altura

 

O volume d’água estava um pouco mais alto do que o normal devido as chuvas. Tenha cuidado, deixe para ir a parte alta bem cedo e fique sempre atendo ao tempo.

 

Cachoeira de Tabuleiro Parte Baixa

No terceiro dia desmontamos nosso acampamento e seguimos para a Portaria do Parque Estadual da Serra do Intendente. São aproximadamente 5km de descida da casa do Seu Zé até a portaria.

Curiosidade

Conhecemos uma galera muito legal que também estavam independentes nessa Travessia.  Um simpático professor de Geografia nos contou uma história sobre o número “esculpido” na rocha (paredão) da cachoeira do Tabuleiro! Você já havia prestado atenção para esse fato?

 

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Consegue ver algum número no paredão?

 

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Número 2 “esculpido” na rocha

Observe que tem perfeitamente o numeral 2 esculpido na rocha. Muito já foi falado sobre as possíveis causas do aparecimento do número no paredão.  Contam os locais que em décadas passadas foi visto uma luz muito forte  sobre o paredão que apagava e ascendia e depois no dia seguinte apareceu esse curioso número.

Lenda ou não, o fato é bem curioso não acha?

Pelo caminho passamos por alguns mirantes onde podemos vislumbrar o coração de Minas Gerais: A cachoeira do Tabuleiro.

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Mirante da Cachoeira do Tabuleiro

Chegando a Portaria do Parque seguimos para a parte baixa de Tabuleiro que ganhou recentemente (novembro de 2017) escadarias de acesso aos mirantes. Mas não se engane as escadarias somente estão nos mirantes, para chegar até o poço ainda é necessário subir e descer  várias pedras pelo leito do rio.

 

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Parte baixa de Tabuleiro

 

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Parte baixa de Tabuleiro.

 

Dicas Básicas

  • Leve equipamentos adequados para proporcionar um maior conforto na trilha. Veja aqui os equipamentos básicos.
  • Leve sua água;
  • Use Clorin para purificar água;
  • Tenha sempre rotas alternativas;
  • Leve sempre um mapa;
  • Procure levar o necessário na mochila, sempre pensando em situações adversas (como chuvas);
  • Ajuste bem sua mochila nas costas;
  • Proteja do sol;
  •  36 km percorridos em 3 dias;
  • Leve dinheiro em espécie para acertar os valores nos pontos de apoio;
  • Utilize GPS e outros meios de navegação, mas nunca aventure-se sozinho sem experiência;
  • Não retire espécies nativas do local.
  • Leve todo o seu lixo embora.

 

Gostou do Roteiro de 3 dias?

Veja também nosso de 2 dias dessa linda travessia:

Leia também: Travessia Lapinha x Tabuleiro em 2 dias.

 

Autora:

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Renata Oliveira é apaixonada pela natureza, trilhas, fotografia e por todas as belezas do seu estado natal: Minas Gerais. Ligada ao universo outdoor, já realizou várias trilhas por Minas e pelo Brasil fazendo registros com suas câmeras fotográficas.

 

 

6 thoughts on “Travessia Lapinha x Tabuleiro em 3 dias”

  1. Olá Renata Oliveira, Bom dia!

    estou querendo fazer essa travessia em 2 dias, e fiquei sabendo que para jantar na casa dos nativos (Casa do Lucas e a Casa da dona Maria e seu Ze) deve se ligar com antecedência e informar qts pessoas para ele se prepararem. você teria o contato deles?

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